terça-feira, 17 de janeiro de 2012

As Histórias de Nelson



Dessa vez, o post é um presente. Além de presente de Natal, foi uma curiosa surpresa pois já estava procurando algo do Nelson para ler nos últimos meses. Nesta coleção intitulada "Não tenho culpa que a vida seja como ela é" traz contos inéditos da conhecida coluna "A Vida como ela é" mantida no Jornal Última Hora entre os anos de 1951 e 1961. Estima-se que o autor produziu quase dois mil desses contos ao longo dos dez anos em que a coluna circulou.
Estou conferindo e adorando os contos novos. Os temas continuam os mesmos de Nelson: Dualidades, disparidades sociais da sociedade carioca, amor, sexo e infidelidade, casamento, comédias cotidianas, dramas domésticos, incidentes e outros. Os contos são, em sua maioria, curtos e diretos, preciosos e muito atuais. Conserva o tom policial em alguns contos, mas o cotidiano e a ficção continuam combinadas genialmente, para não dizer Rodriguianamente.
A capa se destaca pelo tom feminino e pelo registro jornelesco presente nas letras em preto, grandes e pelos textos curtos, vezes em caixa alta ou baixa.
A publicação é da editora Agir ( 264 pág R$ 49,90) e possui 39 crônicas, dentre elas, duas são assinadas por Suzana Flag, um pseudônimo de Nelson na época que escrevia folhetins.



terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Publicidade: A Máquina de divulgar


Neste livro, o pesquisador Milton Lara traça um perfil histórico da Propaganda ao longo dos tempos, principalmente depois dos anos 50. Leitura essencial para estudantes, curiosos, publicitários e não publicitários, é claro.
Intitulada a "ïrmã"do mal-visto capitalismo, o autor explica as facetas e as lacunas ocupadas pela publicidade como a arte de acelerar as ascensões dos mercados e dos produtos, desmitificando-a como vilã para os leitores. Tudo isso de maneira muito didática e competente.

Considero a publicação útil para os que pensam em entrar neste mercado de trabalho tão complexo: a leitura abrirá perspectivas e novos entendimentos ( ou seja decidam aqui e agora), para os comunicólogos em geral ( que pouco sabem ou vilanizam a sedutora propaganda), afeitos e admiradores da cultura pop ( a propaganda nasceu dela) e publicitários, esses, no dever de consultar e recomendar. A obra faz um panorama das incursões da propaganda na pop art e nos processos transmidiáticos. Consegue ao mesmo tempo ser funcional, reflexiva, descritiva e histórica. Boníssima!

Recomendações feitas, lembro a todos que Milton Lara destacou-se por trabalhos em grandes agências brasileiras, é professor e pesquisador da Universidade Mackenzie, dá cursos e consultoria em Comunicação e Redação Publicitária, além de arquiteto de formação. Esta publicação é fruto de uma das suas teses acadêmicas.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

The Holstee Manifesto Lifecycle Video from Holstee on Vimeo.

Um bom motivo para começar a pensar em novas idéias é um ano que acaba de chegar. Pois é. Esse vídeo reflete um pouco sobre algumas coisas importantes, porém deixadas um pouco de lado por nós para seguirmos o status quo. As realizações pessoais, o prazer das coisas simples e a arte de viver bem é um desafio nesses tempos de proatividade, jornadas de trabalho infindáveis, muito consumo, Tv, comida a quilo e pouca felicidade. É isso aí. Boas pedaladas a todos!


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Todo mundo vê

Todo mundo vê a sua propaganda,

E novidade isso já não é há muito tempo. Não importa onde você vai por o título ou a assinatura do produto. Pouco importa. Aos poucos, e isso graças ao crescimento das atividades capitalistas e das grandes marcas internacionais, o anúncio publicitário, os Vts em geral, os teasers, as ações promocionais, enfim, toda essa parafernália de comunicação é o tempo inteiro julgada, observada, avaliada e consumida por milhares de cabeças e corações.

Quem não vir na Tv, vai ver nos sites, comentar nos blogs, nas mesas dos Happy hours sexta à noite, nos almoços de domingo, na cama na hora de dormir, no banheiro...As pessoas lembram dos jingles, dos personagens, às vezes do produto, vá lá...mas o anunciante não se importa...pelo menos não hoje. Ele sabe que já existe pesquisas disso, daquilo e por isso deixa a publicidade reinar absoluta.

A responsabilidade dos publicitários aumenta muito. Criar passa a ser um exercício de observação, emoções, filosofia, altruísmo e aventura transpessoal. Apesar dos contratos que pagam por um arsenal de coisas ( e as idéias fiquem em segundo plano), saibam esses aventureiros que isso dura pouco tempo ( e o emprego também) porque for embora ninguém vai contratar você, por mais picudo que você seja por causa da sua conta bancária. Os prêmios contam muito também, mas não mais que a qualidade do que vc pensa e pratica.

O que você pensa, faz e cria de valor para o mundo conta à beça. Os criadores precisam encontrar arquétipos de todo tipo, símbolos, motivações, pesquisar e ter tempo para isso ( o que hoje em dia é mais fácil e garantido usando seu ócio criativo), entrar em contato com as pessoas.

Há diversas formas de se fazer isso, e nem sempre é perguntando. É respondendo. É vivendo mesmo. Conversando com colegas chatos, mas decisivos para sua formação, mandando e-mails para professores distantes e boçais, jogando conversa fora com aquele amigo advogado que fala de acontecimentos trágicos e histórias cabeludas, enfermeiros, lixeiros, massagistas de spa, &ˆ%%%**##@@$$$!

E é isso que a propaganda faz nos dias de hoje. Responde. Às vezes ela faz isso perguntando, sugerindo, provocando idéias, atitudes @&*##!**%$##. mas isso é outro assunto, É DIDÁTICA. Nossa! Quanta responsabilidade! E como as perguntas são sempre mais inteligentes que as respostas, como dizia um grande filósofo : Conhecemos a inteligência das pessoas ( ou coisas) pelas perguntas que elas fazem , e não pelas suas respostas.

Desista se vc quer ser o mais inteligente. NÃO SERÁ! É isso aí. A propaganda é a resposta. E nunca será mais inteligente. Ela é o meio, e não o fim, ou complicando melhor é o processo, um processo quântico ( nunca sabemos o que vai acontecer daqui a pouco, uma nova tendência, uma falácia, uma expressão poderosa irá surgir) iluminador, capitalista-bucólico-reflexivo-motivacional-do prazer estético-visual-sinestésico da parafuseta ambivalente do modus vivendi e operandi das sociedades pós-modernas.

Sendo assim, todo mundo vai querer saber, comer, entreter, criticar, cabecear, invejar, ejetar, arrotar, cagar, malhar ( falar mal) ouvir, cheirar, roer, gozar, dar de presente à mãe, ao namorado, ao pai, ao filho, no natal, na páscoa, enfim todos vão alguma coisa, e para finalizar tem aquele que vai criar, conceber, parir, clonar ( que pena!) sua propaganda.

Cabe a ele ouvir, falar, pensar, sentir e organizar tudo em doses pertinentes. Não se engane com a supremacia da forma, o conteúdo importa muito. Os detalhes também devem estar na mensagem e não nos efeitos sonoros do spot. Não há fórmulas prontas para perguntas, lembra-se? muito menos respostas. Nunca iremos saber o que fazer no próximo instante.

Vai e vem, nada mais...

Renoir

Nada mais…

Sonhos de amor renascem todo dia

com os cheiros de café com leite

saudade

manteiga

poesia


Delírios do corpo

O amor é assim

regado a mudas

vive de sol e chuvas


vai que um dia me iludas

ou me aborreça

E é assim…hoje aqui

amanhã serás…

amor outra vez….

nada mais

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Noturna


Paixão, vem e tomas parte de tudo,

do macio dos dias

do sonhos profundos…

Sei que tu não és tênue e tranquila

e não vês a luz do dia!

Deves ser paixão morcega

noturna e refém das luas

Pelas noites andas nua

coberta em reluzência sob as estrelas…

Traga-me logo uma ave espiã

um guardião amigo, um animal de poder.

Ele ensinará a caminhar nas trocas de luz e sombra…

antes que cegues, paixão aturdida em desejos….

E que entre os lampejos dourado e prata

não se desfaça meu coração num átomo suicida…caído em desgraça…

Ouça: Françoise Hardy- L'amitié

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Uma tarde por um Ipad. Quem vai?


"Trocaria toda a minha tecnologia por uma tarde com Sócrates". Steve Jobs